EM DIRETO
Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito no Médio Oriente

Liberdade de imprensa no nível mais baixo dos últimos 25 anos

Liberdade de imprensa no nível mais baixo dos últimos 25 anos

Mais de metade dos países do mundo está numa situação "difícil" ou "muito grave", o que acontece pela primeira vez na história do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa divulgado esta quinta-feira pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Joana Bénard da Costa /
Emanuel Boavista - RTP

Em 25 anos, a "pontuação média de todos os países estudados nunca foi tão baixa", refere o relatório da RSF que aponta o "desenvolvimento de um arsenal legislativo cada vez mais restritivo", ligado sobretudo a políticas de segurança nacional que, desde 2001, "tem corroído o direito à informação, mesmo nas democracias".

O indicador jurídico foi o que mais caiu este ano, revela ainda a associação, "sinal da crescente criminalização do jornalismo”.

Os Estados Unidos desceram sete posições, enquanto vários países da América Latina estão mergulhados numa "espiral de violência e repressão". 

O relatório sublinha que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou os ataques à imprensa e aos jornalistas "uma prática sistemática", o que levou o país a descer sete posições recuando para o 64º lugar, este ano.

Com sinal positivo, a Noruega ocupa o primeiro lugar do ranking pelo décimo ano consecutivo, enquanto a Eritreia permanece na última posição há três anos.

A Europa Oriental e o Médio Oriente continuam as duas regiões “mais perigosas para jornalistas”. A Rússia permanece “entre os piores países em termos de liberdade de imprensa (172º) mas o Irão ainda está em pior posição (177) entre a "repressão do regime e a guerra travada pelos Estados Unidos e Israel".

Portugal aparece em 10º lugar do ranking, descendo duas posições em relação ao ano passado. "A liberdade de imprensa é sólida em Portugal", assinala o relatório, apesar dos jornalistas serem, por vezes, "ameaçados ou agredidos – física ou verbalmente – por membros ou simpatizantes do partido de extrema-direita Chega" e ainda durante jogos de futebol, alerta a RSF.


Tópicos
PUB